Sérgio Telles A Pintura da Coerência

ERROL FLYNN GALERIA DE ARTE REALIZA EXPOSIÇÃO E LANÇAMENTO DE LIVRO DO ARTISTA PLÁSTICO SÉRGIO TELLES
A Errol Flynn Galeria de Arte, em Belo Horizonte (MG), promoverá no dia 29 de abril (quarta-feira) o lançamento do livro “Sérgio Telles A Pintura da Coerência”, que reúne uma parte da obra do artista, como pinturas das cidades mineiras Ouro Preto, Mariana, Diamantina e Serro, além de alguns países como Portugal, França, Tunísia, Líbano e Malásia. O livro de 18 páginas mescla as obras de Sérgio Telles com poemas de Carlos Drummond de Andrade, consagrando uma harmonia entre obra e poesia, num jogo de cores, paisagens e palavras. Um dos poemas que estarão no livro, ‘Festa no Mangue’, foi criado especialmente por Drummond para uma série de águas-fortes realçadas à aquarela e têmpera pelo pintor.
Esse lançamento também marca o início de exposição no local– que se estenderá até o dia 23 de maio – com quadros de Sérgio Telles. Os preços variam entre R$ 4.500 e R$120.000. Algumas telas não estarão à venda. A entrada será gratuita. A curadoria é do jovem galerista Bruno Reis, que recebeu o convite devido ao seu extenso trabalho de pesquisa sobre a obra de Sérgio Telles. Ele mergulhou, durante quatro anos, pelas profundezas e belezas dos traços do artista brasileiro.
Sérgio Telles é considerado por críticos de arte um dos grandes artistas da atualidade. Já participou de exposições em vários países e possui obras em aproximadamente 30 museus espalhados pelo mundo. Abraçou a profissão de diplomata, sem perder a essência artística, que o possibilitou morar e conhecer diversos países. Aproveitou para retratar os locais por onde passou.
O nome do livro “Sérgio Telles A Pintura da Coerência” foi baseado em uma crítica escrita por Oscar D’Ambrósio, membro da Associação Internacional de Críticos de Arte, intitulada “Sérgio Telles A Pintura da Coerência”. O crítico diz sobre Sergio Telles que “...ele apresenta o seu trabalho com uma coerência interna admirável: pinceladas geralmente largas, pessoas sem rosto e criação de climas urbanos de intensa luminosidade ganham destaque”. (São Paulo, 2006).
As pinturas de ateliers são marcantes também no trabalho do artista. Oscar D’Ambrósio, no mesmo texto, diz que “Parece estar nessas criações a busca pelo segredo da criação. O ambiente do criador diria muito do artista? Sem dúvida, lá estão boa parte das matrizes que levam cada um a pintar”.
Sergio Telles
Sérgio Telles nasceu em 1936, no Rio de Janeiro, e começou a pintar aos nove anos na Quinta da Boa Vista, orientado pelo paisagista Levino Fânzeres. Em 1954, participou, pela primeira vez, de um Salão de Belas Artes, agraciado com uma viagem à Bahia. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual na galeria de arte da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Em 1957, Sérgio Telles viajou pela primeira vez para a Europa, e visitou os principais museus na Itália, França, Bélgica, Espanha, Holanda, Portugal e estagiou nos serviços de restauração da Pinacoteca do Vaticano. Depois de seu retorno ao Brasil, trabalhou nos ateliês de Rodolfo Chambelland, Oswaldo Teixeira e Marie Nivouliès de Pierrefort, no Rio de Janeiro. Em 1964, ingressou no Ministério das Relações Exteriores por concurso público e, como diplomata, exerceu diversas funções em Portugal, Argentina, Síria, Angola, Japão, França, Malásia, Líbano, Suíça, Tunísia e Iraque.
Em 1991, Sérgio Telles foi convidado a participar do WAF – “World Art Forum”, em Veneza, com Jorge Amado, José Mindlin, Olavo Setúbal, Gilberto Gil e outras personalidades mundiais: Rufino Tamayo, De Kooning, Robert Rauschenberg, Carlos Fuentes, Octávio Paz, Ingmar Bergman, Costa-Gravas, Francis Coppola, Plácido Domingo, além de Ministros da Cultura, como Jack Lang, da França. Em 1992, figurou na exposição “Natureza: Quatro Séculos de Arte no Brasil”, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro; curadoria de Jean Boghici e Wilson Coutinho.
A obra de Sérgio Telles, desenhos, aquarelas, gravuras e pinturas realizadas naqueles países (paisagens urbanas, marinhas, mercados, bailes populares, interiores de seus ateliês) figura em museus importantes como o Carnavalet, o Beaubourg, o de Arte Moderna de Paris, Grenoble, Bordeaux, Lyon, Rouen e Marselha, o Petit Palais de Genebra, o Hermitage de São Petersburgo, o Pouchkine de Moscou, o MASP e a Pinacoteca de São Paulo, o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, a Fundação Gulbenkian e o Museu de Lisboa, o Bridgestone de Tóquio, o Albertina de Viena e o Palácio Kheireddine de Túnis.
Suas principais exposições foram organizadas por alguns desses museus e pelas galerias Wildenstein de Londres, Tóquio e Buenos Aires, Bernheim Jeune, « La Cave » e Claude Marumo em Paris, Perron em Genebra, Jean Boghici no Rio de Janeiro, Renato Magalhães Gouvêa em São Paulo, S. Mamede em Lisboa, Nuno Lima de Carvalho no Estoril, Fujikawa em Tóquio e Osaka, Stuker em Zurique, Hamadi Chérif Fine Art em Sidi Bou Saïd, Tunísia, e Arte 57 em São Paulo.
Textos sobre a pintura de Sérgio Telles foram escritos por críticos de arte e intelectuais como Bernard Dorival, Gaston Diehl, Raymond Cogniat, Arnaud d’Hauterives, Pierre Courthion, Pierre Seghers, Henri Dauberville, Jeanine Warnod (Paris), François Daulte (Lausanne), Antonio Bento, Jorge Amado, Olivio Tavares de Araujo, Ferreira Gullar, Fabio Magalhães, Carlos Drummond de Andrade, Mario Barata, Clarival do Prado Valladares, Ítalo Campofiorito, Fernando Morais, Oscar d´Ambrosio, José Roberto Teixeira Leira, Jacob Klintowitz, Gilberto Gil, Rachel de Queiroz (Rio e São Paulo), Gyorgy Sebestyén, Viena, Antonio Valdemar, José Carlos Vasconcellos, Fernando Namora (Lisboa), Rafael Squirru, Cesar Magrini, Eduardo Baliari, Sigmart Blum (Buenos Aires), Chisaburo Yamada, Yasuo Kamon (Tóquio). Estudos publicados em livros, álbums de gravuras e catálogos de suas exposições na França, Brasil, Suíça, Argentina, Portugal, Tunísia e Japão.
Museus e bibliotecas internacionais que possuem suas obras
Masp - Museu de Arte de São Paulo; Carnavalet, Nacional de Arte Moderna; Arte Moderna da Cidade de Paris, Grenoble, Lyon, Rouen, Limoges, Bordeaux, Caen, Cantini, Marselha; Grão Vasco, em Viseu; Nacional Soares dos Reis, Porto, Évora e Lisboa; Petit Palais, Genebra; de Arte Moderna e Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro; Arte Moderna, Buenos Aires; Arte Moderna, Kobe; Bridgestone, Tóquio; Pouchkine, Moscou; Hermitage, São Petersburgo; Fundações Calouste Gulbenkian, Lisboa, Paris, e Fundação Hermitage em Lausanne; Galeria Nacional, Kuala Lumpur, Malásia; Graphischem Sammlung Albertina, Viena; Museu de Túnis e as Bibliotecas Nacionais de Paris, Tóquio, Rio de Janeiro e Lisboa.
Bibliografia
I – LIVROS
Encontro, textos dos mais importantes escritores brasileiros e portugueses ilustrado com desenhos e quadros de Sergio Telles, Ed. Centro do Livro Brasileiro, Lisboa, 1970; Sergio Telles, texto de Henry Dauberville, Ed. Galerie Bernheim- Jeune, Paris, 1971; Porto Seguro recriado por Sérgio Telles, textos de Jorge Amado, Jeanine Warnod, Luiz Viana Filho e Sergio Telles, Ed. Wildenstein-Bolsa de Arte, 1976; Sergio Telles ou l’impatience du pinceau, texto de Pierre Courthion, Ed. Wildenstein, Londres, 1978; Sergio Telles, texto de Antônio Bento, Ed. Leo Christiano, Rio de Janeiro, e Bibliothèque des Arts, Lausanne, 1983; Porto Seguro, Ed. Record, Rio de Janeiro, por ocasião da exposição no Museu Petit Palais, Genebra, 1986; Rio de Janeiro, Ed. Record, textos de Antônio Bento, Rubem Braga, Marcus de Lontra Costa, Alcídio Mafra de Souza, Ítalo Campofiorito, Frederico Morais e Sergio Telles, Rio de Janeiro, 1987; Sérgio Telles Viagens, Ed. Galeria Renato Magalhães Gouvea, textos de Renato Magalhães Gouvea, Mário Carelli, Óscar Lopes e Sergio Telles, São Paulo, 1992; Paris, Ed. Record, textos de Ferreira Gullar, Michel Levêque, Raymond Cogniat, Antônio Houaiss, Rachel de Queiroz, Fábio Magalhães, Jean Boghici, Jean-Daniel Mandica, Arnaud D´Hauterives, Bernard Dorival e Joaquin-Francisco Coelho, Rio de Janeiro, 1994; Malaysia, a touch of the sun, Ed. Times, textos de Cláudio Telles, José Roberto Teixeira Leite, Ferreira Gullar, Francisco Javier Ybarra e Ooi Kok Chuen, Kuala Lumpur, 1996; A Passionate Traveller, Ed. Lori & Kristy Fine Arts "The Treasures", textos de Niki Gifford e Gaston Diehl, Singapore, 1997; Sergio Telles: Paris Malaisie, Ed. Embaixada da França em Kuala Lumpur, texto de Edouard Braine, 1998; Portugal, gentes, cores, saudades, Ed. Record (Rio de Janeiro et São Paulo), 2000, textos de José Blanco, José Carlos de Vasconcelos, Antônio Valdemar, Sergio Telles, Jorge Amado, Fernando Pamplona, Antônio Bento, Ferreira Gullar, Cláudio Telles, Nuno Lima de Carvalho e Joaquim Francisco Coelho; “Carnets de voyage”, Portugal, 2002, et Liban, 2003, Ed. Artémoin, Paris; Sergio Telles en Tunisie 1986-2006, Ed. Simpact, textos de Gilberto Gil, Mohamed El Azziz Ben Achour, Gaston Diehl, Abbès Mohsen, Francisco J. Carrillo, Bady B. Naceur, Nizar Bahoul, Hamadi Abassi, Adeel Latrech, Yusra Diba, Cláudio Telles, Nadia Zouari, Fathi Chargui, Olívio Tavares de Araújo e Sergio Telles, Tunis, 2006; “Um Passeio pela Arte Brasileira, Errol Flynn Galeria de Arte, Brasília/DF, 2006..
II- ÁLBUMS DE GRAVURAS ILUSTRADOS POR SERGIO TELLES
Póvoa de Varzim, serigrafias, texto "Os Pescadores" de Raul Brandão, Ed. Wildenstein-Julio Pacello, Buenos Aires, 1973; Há quanto tempo Portugal, águas fortes, poema de Alvaro de Campos (Fernando Pessoa), Ed. Wildenstein-Julio Pacello, Buenos Aires, 1973; A Festa do Mangue, águas fortes, poema de Carlos Drummond de Andrade, Ed. Wildenstein, Londres, 1978; Lumières des Sables, águas fortes, texto de Jean Dominique Rey, Ed. Wildenstein, Julio Pacello, Londres, 1978; Le Café Hawelka, litografias, texto de György Sebestyén, Ed. Galerie Würthler, Viena, 1981.
III - CATÁLOGOS DE EXPOSIÇÕES
Paysages du Portugal, Fondation Calouste Gulbenkian, Paris, 1971, textos de Jorge Amado, Henri Dauberville, Oscar Lopes, Fernando de Pamplona e outros; Galeria Wildenstein, Buenos Aires, 1972, textos de Henry Dauberville, Jorge Amado e Rafael Squirru; Pinacoteca do Estado de São Paulo, 1973, textos de Pedro de Magalhães Padilha, Jorge Amado, Artur Maciel e Aldo Galli; Mangue, Ruas, Retratos, Bolsa de Arte do Rio de Janeiro, 1975, textos de Raymond Cogniat e Clarival do Prado Valladares; Sergio Telles: voyage au pays de Protée, Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, 1976, texto de César Magrini; Galerie La Cave, Paris, 1977; Galerie Wildenstein, Tóquio, 1980, textos de Yasuo Kamon, François Daulte, Gaston Diehl e Bernard Dorival; Exposição Itinerante pelo Japão, 1980, textos de Pierre Courthion, François Daulte, Yasuo Kamon e Bernard Dorival; Musée Carnavalet, Paris, 1982, textos de Jorge Amado, Bernard de Mongolfier, Sergio Telles, Pierre Courthion, Pierre Mazars, Pierre Seghers, François Daulte, Gaston Diehl, Bernard Dorival; Le Japon, Galerie La Cave, Paris, 1982, Ed. du Perron; Galeria Jean Boghici, Rio de Janeiro, 1983, textos de Gerardo Mello Mourão, Pierre Courthion, Pierre Seghers, Bernard Dorival; Rio de Janeiro visto por Sergio Telles, Rio de Janeiro, 1986, Galeria Olívia Kann, texto de Rubem Braga;Viagens, retrospectiva no Museu de Arte de São Paulo (MASP), 1988, textos de P.M. Bardi, Fernando Namora, Chisaburo Yamada, Maurice Pianzola e Yasuo Kamon; Galeria São Mamede, Lisboa, 1988, texto de Fernando Namora;Retrospectiva, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1988, texto de José Sommer Ribeiro, Gaston Diehl, Fernando Namora e Sergio Telles; São Paulo visto por Sergio Telles, São Paulo, 1988, Galeria Renato Magalhães Gouvêa;Galeria Bonino, Rio de Janeiro, 1989, texto de Sergio Telles, Rio de Janeiro, 1989; Galerie du Perron, Genebra, 1989, textos de Gaston Diehl e Maurice Pianzola;Voyages, Galerie Claude Marumo, Paris, 1990, textos de Pierre Seghers, Gaston Diehl, Mario Carelli, Bernard de Mongolfier; Hommage à la Tunisie, Tunis, 1990, Galerie de la Culture et de l’information, textos de Gaston Diehl e Manuela de Azevedo; Portugal na obra de Sergio Telles, Estoril, 1991, textos de Nuno Lima de Carvalho, Oscar Lopes, Antônio Valdemar, Joaquim-Francisco Coelho, Carlos Drummond de Andrade, Jorge Amado e Sergio Telles; Renato Magalhães Gouvêa, São Paulo, 1994; Galeria Belas Artes, Rio de Janeiro, 1994, texto de Ferreira Gullar; Os ateliers do viajante, retrospectiva no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1995, textos de Marcus de Lontra Costa, Cláudio Telles e José Roberto Teixeira Leite; Banco do Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG),1995, texto de Ferreira Gullar e cartas entre Sergio Telles e Carlos Drummond de Andrade; Liban Lumières, Artuel, Foire Internacional d´Art Contemporain, Beirute, 2000, textos de Maurice Pianzola e Gaston Diehl; Musée de la Ville de Tunis, Ed. Simpact, Tunis, 2004; Ruas e ateliers de Sergio Telles, Galeria Arte 57, São Paulo, 2005.

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