
Desde que artistas conceptuais começaram a utilizar a fotografia para documentar, registar ou como elemento participante de seus projectos, acções e performances, este suporte começou a variar o sentido que lhe vinha impondo a própria disciplina, libertando-se de ataduras formais e apontando em outras direcções.Para essa exposição, Luish Coelho utiliza a fotografia como meio para construir e desenvolver uma sintaxe plástica por onde circulam diferentes atitudes de pensar criticamente a realidade.
A intenção do artista é mostrar diferentes fragmentos de um mesmo universo. Cheias de cores e movimento, as imagens trazem histórias de busca de uma identidade colectiva na luta contra o individualismo que absorve memórias e raízes quotidianamente.
“Utilizo câmaras Pinhole (de orifício) com filme 120 (médio formato) para produzir Estreitorama. Estas câmaras permitem mais liberdade de criação e boa qualidade na ampliação. A imagem resultante, apesar de fotográfica, aproxima-se mais de uma imagem mental do que óptica, onde um espaço visual é construído depois de o filme assimilar múltiplas sensações. Para isso, dentro da câmara, coloco reticulas gráficas de pontos. Estas reticulas permitem criar mascaras de meio-tom, assim como sobreposições de formas e cores. Eu amo reticulas! No início do século XX, sua invenção foi fundamental para a impressão da fotografia em larga escala nos jornais e revistas. Agora, trago-a para a matriz fotográfica, faço fotos que já nascem com uma trama de pontos. Uma foto construída de partes estreitas, de trechos de luz e sombra, colhidos linearmente, um após o outro, como um texto, onde colocamos palavra após palavra para criar imagens na mente do leitor.”
A intenção do artista é mostrar diferentes fragmentos de um mesmo universo. Cheias de cores e movimento, as imagens trazem histórias de busca de uma identidade colectiva na luta contra o individualismo que absorve memórias e raízes quotidianamente.
“Utilizo câmaras Pinhole (de orifício) com filme 120 (médio formato) para produzir Estreitorama. Estas câmaras permitem mais liberdade de criação e boa qualidade na ampliação. A imagem resultante, apesar de fotográfica, aproxima-se mais de uma imagem mental do que óptica, onde um espaço visual é construído depois de o filme assimilar múltiplas sensações. Para isso, dentro da câmara, coloco reticulas gráficas de pontos. Estas reticulas permitem criar mascaras de meio-tom, assim como sobreposições de formas e cores. Eu amo reticulas! No início do século XX, sua invenção foi fundamental para a impressão da fotografia em larga escala nos jornais e revistas. Agora, trago-a para a matriz fotográfica, faço fotos que já nascem com uma trama de pontos. Uma foto construída de partes estreitas, de trechos de luz e sombra, colhidos linearmente, um após o outro, como um texto, onde colocamos palavra após palavra para criar imagens na mente do leitor.”
Luish Coelho
Colorida Galeria de Arte
Rua Costa do Castelo, 63 (Ent. Esc. Marques Pontes de Lima, 1A)
Inauguração: Sexta-feira, 01 de Agosto a partir das 19:00h






