Exposição de Ricardo Passos

O Monte Seis Reis e Ricardo Passos têm o prazer de o convidar para a inauguração da Exposição "Com o Rei na Barriga" no dia 9 de Fevereiro, pelas 16h30m, na Sala de Arte do Monte Seis Reis.
A exposição estará patente ao público até ao dia 4 de Abril de 2008.
Horário: Segunda a Domingo (1ohoo às 13hoo e das 14hoo às 19h00)
Para mais informações contactar: 268 322 221

BOM FDS!!!


..com bom astral!!!!!!

EXPOSIÇAO

António Dulcídio e Maria Tereza convidam Vª Exª para uma exposição de pintura conjunta, que vão realizar na Biblioteca Macedo Pinto - Tabuaço de 18 de Fevereiro a 17 de Março 2008. A exposição poderá ser visitada de 2ª a 6ª feira no seguinte horário: 9h00-12h30 e 14h00-17h30. Aos Sábados: 10h30-12h00 e 14h00-17h00. Aos Domingos e Feriados: 14h00-17h00. A entrada é gratuita.

Elogio ao amor

Elogio ao amor (Miguel Esteves Cardoso - Expresso)"

Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

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Pedro Matos


Untitled
50 x 70 cm
acrílico sobre tela
2007
exposto: O Bacalhoerio - "I Don't do portraits" - exposição individual
pvp - 900€
contactos: droneh@hotmail.com
961156548
www.myspace.com/droneh

Isabel Magalhães

Cidade do Amor
2004
60 x 120 cms
acrílico s/ tela
(colecção particular)
isabelmagalhaes@netcabo.pt

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Expressionismo Alemão

Arte
Expressionismo Alemão
Acervo revela tesouro preservado da ação nazista nos anos 30
Ligia Canogia
O expressionismo alemão é maior do que a idéia de um movimento de arte, é pensamento a respeito de um mundo burguês. Seu surgimento refletiu uma posição contrária ao racionalismo moderno e ao trabalho mecânico, através de obras que combatiam a razão com a fantasia. Influenciados pela filosofia de Nietzsche e pela teoria do inconsciente de Freud, os artistas alemães do início do século fizeram a arte ultrapassar os limites da realidade, tornando-se expressão pura da subjetividade psicológica e emocional. Os objetos reais deixaram de ser o "motivo" da representação artística, agora filtrada pelas pulsões alucinantes de um "eu" que se debatia com o mundo exterior.
Paisagem da Bavária com Igreja (1912), de Kandinsky
Importante período da história da cultura, o expressionismo alemão foi fundamental para a arte moderna e sua contribuição pode ser avaliada na exposição Expressionismo Alemão – Destaques da Coleção do Von der Heydt-Museum Wuppertal, em cartaz no Paço Imperial, Rio de Janeiro. Cerca de 280 obras traçam o perfil dos dois principais grupos expressionistas: A Ponte (Die Brücke) e O Cavaleiro Azul (Der Blaue Reiter), com obras de Emil Nolde, Ernest Kirchner, Erich Heckel, Schmidt-Rottluf, Otto Dix e George Grosz, além de estrangeiros radicados na Alemanha, como Paul Klee e Kandinsky.
Raposa Negra-azulada (1911), de Franz Marc: expressões da subjetividade
A deformação das figuras dos expressionistas mostram claramente os impulsos libertários do movimento que submeteu o real às leis da imaginação, com pinturas de atmosfera apocalíptica e anarquista. Os expressionistas tiveram, além de nova postura estética, uma atitude moral em que se lia a força do indivíduo sobre as pressões autoritárias da sociedade. Entretanto, foram essas premissas ideológicas que levaram a obra expressionista a ser considerada decadente pelo regime nazista. Nos anos 30, com o crescimento do nazismo na Alemanha, dizia-se que a dissolução das formas expressionistas equivalia a uma dissolução da moralidade. Várias obras foram destruídas na Segunda Guerra Mundial, inclusive as de museus de Wuppertal. Das primeiras obras doadas por Von der Heydt, em 1909, aos dias de hoje, o patrimônio foi reerguido pela própria população e o museu que leva o nome do doador é considerado um dos dez mais importantes do país
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NAIF..e seus mandamentos!!!!!

Os doze princípios do artista naïf
1. Ter PREOCUPAÇÃO ESTÉTICA, não mágica ou religiosa
2. Seguir o GOSTO INDIVIDUAL, não o da coletividade
3. Obedecer a ampla riqueza do MUNDO INTERIOR, não apenas a emoção
4. Ser um ARTISTA PROFISSIONAL, não um diletante
5. Praticar INTENSA E SERIAMENTE, não se acomodar
6. Desenvolver um ESTILO PESSOAL, não uma imitação
7. Ter espírito VISIONÁRIO, não conformista
8. Manter traços da ARTE INSTINTIVA, não repetir o que já existe
9. Ser um AUTODIDATA, não seguir escolas
10. Buscar sempre uma PRODUÇÃO MAIS ELABORADA, não estagnar
11. Manter o espírito NÃO DOMESTICADO, não abrir mão da liberdade
12. Manter a fidelidade ao INDIVIDUALISMO, não aos modismos

li num site e axei o maximo!!!!!

HELIANTHUS AST


..tela.....pintada de 31.12.07 p 1.1.08